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  • Quebrando o Divã

Medicina moderna: saúde ou doença?

Temos que erradicar da alma todo medo e terror do que o futuro possa trazer ao homem. Temos que adquirir serenidade em todos os sentimentos e sensações a respeito do futuro. Temos que olhar para frente com absoluta equanimidade para com tudo que possa vir. E temos que pensar somente que tudo o que vier nos será dado por uma direção mundial plena de sabedoria. Isto é parte do que temos de aprender nesta era, a saber: viver em pura confiança. Sem qualquer segurança na existência; confiança na ajuda sempre presente do mundo espiritual. Em verdade, nada terá valor se a coragem nos faltar. Disciplinemos nossa vontade e busquemos o despertar interior todas as manhãs e todas as noites - Rudolf Steiner (Bremen, 1910)


Há tempos, a medicina tradicional, ensinada na academia e praticada dentro e fora dos ambientes hospitalares, deixou o "espírito" das coisas. Por espírito, me refiro à alma, àquilo que ANIMA o objeto e lhe traz vida.


Morando no Brasil, tive o privilégio de, por 20+ anos, ter sido acompanhada por um médico que considerava o elemento VIDA em sua prática. Trazia os conceitos da Medicina Tradicional Chinesa, da Quiropraxia, das Artes Marciais, dos Florais de Bach e da Homeopatia de Hahnemann em suas consultas que geralmente duravam algo em torno de duas horas. Entendia a conexão emocional entre a doença e o paciente e tratava, de forma holística e integrativa, aquilo que se apresentava através de sintoma, desequilíbrio ou doença.


Foi um choque ao me mudar aos Estados Unidos e perceber uma medicina dilacerada, sem alma e absolutamente comercial, no pior de um capitalismo disfuncional que, assim como no socialismo, poucos têm muito enquanto muitos têm pouco.


Por mais agradáveis que sejam os médicos enquanto pessoas, o foco desta medicina é: tratar sintomas e resolvê-los com exames tecnologicamente avançados e remédios advindos da indústria farmacêutica. Exceto pela Medicina Funcional (não coberta pela maioria das seguradoras aqui), pouco se trabalha com foco em saúde, prevenção, exames investigativos, consultas longas pra se aprofundar e entender o histórico de VIDA do paciente, seus hábitos, rotinas, vícios... Os sintomas direcionam a relação médico-paciente e, na falta de visão holística, são tratados um a um, em sua maior parte, através de medicamentos cheio de efeitos colaterais prescritos em breves consultas de 20 minutos.


Em tempos de covid-19, muitos médicos se afastaram ainda mais de seus pacientes, no distanciamento do "fica em casa até faltar o ar" que deixa em pânico (e pode reativar traumas de abandono em) quem mais precisa de auxílios físico e emocional neste momento.


Mas nem sempre a medicina foi assim. A medicina com alma, ainda exercida dentro de algumas abordagens de saúde (como a Terapia com os Florais, a Homeopatia, a Ayurveda, a Antroposofia, a Quiropraxia, a Medicina Germânica, a Medicina Chinesa...) foi amplamente praticada até o final do século XIX aqui nos Estados Unidos, quando um magnata Americano no ramo de petróleo observou que poderia ficar ainda mais poderoso se vendesse "saúde em cápsulas" (drogas feitas a partir de óleos, incluindo os suplementos vitamínicos). Para isso, seria necessária a destruição da medicina natural praticada até então, que não patenteava cura.


Num mundo ainda carente de saneamento básico, o bilionário John D Rockefeller, que se intitulou "especialista em câncer" (tendo fundado a 'Sociedade Americana de Câncer' em 1913) apesar de não ser médico, viu muitas oportunidades no desenvolvimento de projetos na área da saúde. Sua associação com Gates permitiu que um modelo filantrópico de medicina se infiltrasse na academia, que ainda hoje atua sob protocolos advindos da Rockefeller University Science.


A partir de então, o médico deixa sua maleta (e o contato com o paciente dentro da sua própria casa) e se fixa em hospitais, onde a prática é regulamentada por uma categoria humana e, portanto, passível de erros, corrupção, conflitos de interesses...


De onde vêm os protocolos de treinamento dos médicos?


Tudo aquilo que estudamos vem "aprovado" de algum lugar que regulamenta o tipo de informação ou conhecimento que poderá ser transmitido. "Alguém" diz o que é certo ou errado de acordo com os parâmetros previamente estabelecidos por determinada categoria "humana, demasiada humana" (como bem diria Nietzsche). Não é diferente com o treinamento recebido pelos médicos, que: ou seguem os protocolos, ou os questionam com base em suas próprias evidências (neste caso, pagando o preço por serem criticados, ridicularizados, perseguidos ou mesmo rejeitados pela classe).


A "ciência", que também é composta por homens que trabalham para certas categorias (ou são contratados por determinadas indústrias, para gerar dados e provas beneficiando seus investidores), se encontra hoje exposta em termos de credibilidade. Sabemos que a ciência se baseia em um processo dinâmico. De forma imparcial, ela deve reconhecer o que funciona ou não, dado o momento em que se investiga os fatos, sem conflitar com os interesses de seus investidores. Questionar a ciência (especialmente a "pseudo-ciência" sem evidência, mas que segue uma narrativa propagada pela mídia - que praticamente "tomou o lugar" da verdadeira ciência, gerando mais credibilidade do que certos pesquisadores de longa data) é praticamente um ato de rebeldia, quando deveria ser natural, dada a sua natureza impermanente e dinâmica. Sabendo que todo canal de TV (aqui nos Estados Unidos) é patrocinado por uma indústria farmacêutica, não  é de se estranhar que o pensamento dominante não possa ser questionado pelos veículos de comunicação...


Raramente encontramos médicos que se colocam a serviço da saúde e não da doença. Dificilmente alguém sai de uma consulta médica sem uma receita em mãos. Aqui, já tive a sensação de que meu médico não passava de um "drug dealer": qualquer que seja a questão, tem sempre uma droga pronta pra ser retirada na farmácia cadastrada no sistema. Como paciente, sequer sabe-se qual medicamento será indicado até que a farmácia chame para retirá-lo. O poder está longe das mãos do paciente, um mero ator coadjuvante nesse teatro da "saúde". A indústria farmacêutica, atrelada à medicina convencional, necessita de médicos-vendedores para continuar existindo e lucrando seus bilhões de dólares. Sem uma massa doente, não há saúde financeira para as poucas big pharma no poder global.


Aprender cada vez mais, buscar informações fora do roll de "informações checadas", experimentar processos para além dos aprovados por quem quer que tenha interesse em aprová-los: eis o desafio individual. Certamente, colocar a nossa saúde nas mãos de alguém requer um tanto de responsabilidade de ambas partes. Mas nem todo médico (ou profissional da saúde) foi treinado a ser questionado, a ter um paciente ativo e participante dentro do seu processo de cura. A maioria dos médicos se acha "semi-deus" com pouco tempo para falar com meros mortais, mediante suas agendas lotadas. Mas eu só estou falando da maioria...


Obviamente, temos muitas exceções (como, inclusive, podemos ver agora, neste exato momento de covid, em que tantos médicos, mesmo com todas as evidências, ainda têm dificuldade em atuar em prol da saúde e da vida). Temos médicos pró-vida, médicos éticos, médicos que se educam para além dos protocolos recebidos (incluindo a parte espiritual), médicos que descem do pedestal e escutam seus pacientes, médicos que estudam, médicos que questionam, médicos que são especialistas em salvar vidas nos hospitais através de complexas cirurgias para os casos em que a saúde depende disso... Mas temos também médicos que dilaceram o paciente a órgãos e sintomas enquanto cada procedimento com este paciente o mantém escravo de um sistema feito através de tratamentos passivos, sem responsabilidade de quem está doente, sem ânima, sem alma, sem vida - just business.


Lembrando que: não é fácil ser ATIVO. Para sermos ativos, precisamos nos responsabilizar, parar de tentar achar um culpado e alguém que seja "responsável" por nós. É preciso se olhar e abraçar o desalinhamento gerado pela doença. É necessário assumir responsabilidade pelo próprio tratamento e ter o médico como um aliado, não como "dono" do paciente. Questionar, conversar, explorar, pesquisar, fazer mais perguntas... acima de tudo, um médico deveria ser um educador. Como já dizia o Dr Bach, o médico é apenas um "irmão mais velho" ajudando o irmão mais novo em sua jornada evolutiva. Ele não possui a saúde do paciente.


Por outro lado, médicos que buscam pacientes ativos (e não passivos), responsáveis por suas vidas, também têm dificuldade em encontrar esses pacientes, pois, assim como a maioria dos médicos foca na doença, a maioria dos pacientes também...


Mais do que nunca, estamos diante de conflitos éticos que nos mostram que já passa da hora de trazermos SAÚDE para uma medicina ainda muito doente, focada na doença e em sintomas que geram medicamentos patenteados e, consequentemente, um lucro gigantesco para uma indústria que não deseja pessoas saudáveis por perto... Afinal de contas, ter o poder sobre a saúde de alguém deixa esse alguém vulnerável e passível de ser controlado...


Como pacientes, especialmente não sendo da área da saúde, estamos sujeitos à autoridade médica que se apresenta, conforme descrito por Lacan, como "sujeito suposto saber": ou seja - o médico é a autoridade máxima e, como paciente-coadjuvante-passivo, devemos apenas obedecer, respeitar e seguir o que ele diz, afinal de contas, ele sabe o que faz... Também sabemos que toda figura de autoridade pode gerar uma sensação de impotência em quem, por natureza, não se acha apto a questionar figuras de poder. Nesse sentido, a medicina tradicional pode ser o maior remédio e, ao mesmo tempo, o maior veneno para a humanidade.


Como atravessar o vale das sombras dessa medicina corrompida?


Não tem receita! Mas algumas considerações podem ser tecidas...


- Questione TUDO e SEMPRE! Raramente as indústrias pharma (por serem "autoridades em remédios") perdem na corte e a minoria das pessoas abrem processos contra elas. No que se refere a vacinas, elas não têm nenhuma responsabilidade caso algo aconteça com a pessoa vacinada, sendo esta a maior fatia de lucro das farmacêuticas. Antes de aceitar um remédio, verifique quais outras alternativas você tem, consulte outros profissionais, concilie com tratamentos naturais "animados" para ajudar o seu corpo a se limpar das toxinas deixadas pelos fármacos. Mas, acima de tudo, questione: é muito fácil a um médico receitar aquilo que ele foi treinado a receitar sem, muitas vezes, entender todo o mecanismo do remédio ou mesmo sua ação sobre o indivíduo. Confie em seus instintos + estude + questione.


- Eduque-se! Saia da caixa na qual fomos colocados há tantos anos, pesquise os médicos que estão oferecendo tratamentos diferenciados, tente ouvir os que estão sendo censurados. Educação e questionamento caminham de mãos dadas, afinal de contas, se já sabemos tudo, não há nada mais a aprender - um princípio que vai contra a verdadeira Ciência.


- Guarde seus dados de saúde pra si! Isso faz parte de qualquer acordo entre médico-paciente. Ninguém precisa saber o que você toma, como toma, pra que toma, a menos que você opte por abrir estas informações, que são confidenciais. Não ceda às pressões sociais com narrativas tortas sobre saúde coletiva entregando um direito básico de privacidade. Sem indivíduos saudáveis não há grupos saudáveis. Tudo começa no indivíduo e esse caminho só pode ser percorrido (responsavelmente) por cada um.


- Opte por SAÚDE! Fazendo o básico: tomar sol, se exercitar, beber muita água, encontrar a melhor forma de jejuar, dedicar alguns minutos do dia ao silêncio e ao encontro consigo mesmo, construir e manter as boas relações interpessoais, trabalhar o emocional, dormir adequadamente, evitar ao máximo: açúcar, alimentos processados, álcool, cigarro, drogas lícitas ou ilícitas, etc...


Se a maioria das pessoas na sociedade fosse saudável, conectada à vida animada (com alma), livre do medo (que é uma das maiores ferramentas de manipulação e controle), vibrando em amor e coragem, então os governos, a grande mídia, as big pharma e os órgãos internacionais não teriam tanto poder sobre nós...



Disclaimer:

O objetivo deste texto é cutucar, provocar reflexões em temas que já são quase tabu, "quebrar o divã" quando eu mesma passei por treinamentos tradicionais que tornam inquestionáveis as figuras de autoridade em saúde. Como seres em evolução, estamos sempre aprendendo e, como "humano, demasiado humanos" (ainda não iluminados), devemos questionar e reconhecer que, por mais que "saibamos", não possuímos a Verdade. Por isso, trago aqui alguns contra-pontos de narrativas que claramente não trabalham pelo nosso Bem Maior. Caso queira compartilhar sua opinião, envie uma mensagem através da caixa abaixo. Será um prazer trocar pontos de vista sobre Saúde contigo!

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